Eis que a Mila resolveu abrir a boca, não só para as mamadas, e falar, gritar, gargalhar e reclamar, claro.
Cara, e como fala a pequena, faz discursos mais longos que o Hugo Chavez...
Mas é lindo, é linda e nós passamos mal!
O Boiando no Nilo nasceu no Cairo, ali perto de Kit-Kat. Agora tá boiando por aí, seguindo o curso no Tamisa, Tiete, Sena, Ganges.... Com o passar dos anos, a tripulação passou de duas pessoas para quatro, com a chegada da Mila e do Oliver, que agora ajudam a remar nosso barco pelas águas calmas e turbulentas da nossa jornada.
Monday, 10 August 2009
Sunday, 19 July 2009
Ah, a maternidade...
A Mila completa quatro meses de vida depois de amanhã, já deve estar com o dobro do peso com o qual nasceu e está cada dia mais esperta, curiosa e, obviamente, linda! E, apesar de eu ser novata no metier maternidade, já entendo perfeitamente o famoso ditado "Ser mãe é padecer no paraíso".
A gente padece porque:
- Tem dias em que me sinto uma imensa lata de leite. Mila chora. Não é fralda suja, porque acabei de trocar. Não é sono, porque ela acabou de acordar. Não é tédio, porque acabei de passar horas entretendo a pequena de todas as formas possíveis. Ah, sim. É só abaixar a blusa e colocá-la no peito e a paz é restaurada... Será que ela gosta da mãe ou sou apenas um latão de leite para ela?
- Saudades do trabalho... De ir ao cinema com o Julien e depois jantar fora, de ir para a yoga sem antes ter de se preocupar em tirar leite e dar de mamar, de ir a festas sem hora para voltar para a casa, de beber...
- Entreter um bebê todos os dias durante horas para ele não ficar entediado às vezes dá tédio.
- Só se percebe como dormir é importante quando já não se pode mais fazê-lo direito, ou seja, com a chegada de um bebê à casa. Não me lembro mais quando dormi mais de quatro horas seguidas...
- Às vezes é desastrada e acaba com o humor de um bebê todo contente e sorridente com uma simples escapadela do tubo de Hipoglós da mão, que vai pousar bem dentro do olho do bebê só para ele cair em um choro estridente, desesperado e inconsolável. Receita para se sentir a pior mãe do mundo...
Por outro lado, estamos no paraíso porque:
- Tem horas que sinto que o único porto seguro da Mila é meu peito, meu colo, o calor e o carinho que dou para ela quando ela está mamando. E o aconchego de um bebezinho em seus braços é algo indescritivelmente delicioso, que ativa todas as endorfinas possíveis e te dá uma imensa sensação de bem-estar e felicidade...
- Não tem cinema, mas tem filme em casa, com a vantagem de ter a Mila por perto para matar as saudades, que costumam bater após meia hora sem ela. Ainda dá para ir a festas, apenas temos de sair mais cedo e para mim, pelo menos, elas são regadas a cerveja sem álcool. Ok, detox forçado. É só pensar no bem que o leite materno vai fazer para minha filha que não me importo em pegar leve durante mais um ano!
- Durante horas de entretenimento e brincadeira você vive momentos inesquecíveis, como a primeira vez que o bebê olha para você e "fala" contigo, quando ele solta a primeira gargalhada (e todas as outras a seguir, igualmente inesquecíveis), quando levanta a cabeça do chão, quando aprende a rolar, quando ri das tentativas mais inesperadas de tentar entretê-lo (como parar na frente dele e balançar o corpo de um lado para o outro, como um orangotango), quando acalma ao dançar agarradinho no seu corpo...
- Quando o bebê resolve dormir bem, dá vontade de ficar acordada admirando aquela coisinha linda dormindo, imaginando o que ela deve estar sonhando. Isso quando não bate a vontade de acordá-la só para abraçá-la e enchè-la de beijos...
- Quando o nenê chora inconsolavelmente e ele se acalma nos seus braços, ouvindo sua voz e sentindo seu cheiro.
Cansa. Preocupa. Frustra. Esgota a paciência. Mas impressionantemente, nada disso tira o prazer de ser mãe! É, sem dúvida, uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida! Será que não dá para inventar alguma fórmula para bebês demorarem mais para crescer?
Tuesday, 30 June 2009
Saudades sem fim
Comecei a escrever este post duas vezes, apaguei tudo e aqui estou eu tentando começá-lo pela terceira vez. A verdade é que não quero mais marcar esta data tão triste no blog. Sei que não vou conseguir, mas se eu pudesse, apagaria da minha memória tudo o que aconteceu há exatamente dois anos, quando meu irmão nos deixou. O pior é que minha memória é tão boa que me lembro até de cenas que não vi, mas que mentalizei na minha cabeça quando fui recebendo mais e mais detalhes de como tudo aconteceu. As cenas me perseguiram durante todo este mês e chorei, chorei várias vezes, algumas copiosamente.
Tenho muitas, muitas, muitas saudades do meu irmão e não consigo me conformar que não vou mais vê-lo neste mundo, nesta encarnação. A minha esperança é que a Mila pelo menos esteja vendo ele. Às vezes, ela fica com o olhar fixo em uma parede ou um teto brancos. E de repente morre de dar risada. Sempre acho que é o Kizz fazendo alguma palhaçada para ela rir e mostrar que está aqui com a gente.
O Julien também diz que ele estava lá no hospital, segurando a mão da Mila, quando expulsaram todos os parentes da sala e enfiaram uma injeção na coluna dela.
Eu espero mesmo que ele esteja curtindo a Mila junto com a gente lá de onde ele estiver. E pelo menos um traço ela tem do tio: os lindos olhos azuis!
Kizz, amo você e espero que você esteja em paz.
E chega de posts para marcar esta data triste. Daqui para a frente, vou celebrar apenas uma data muito mais importante, a do seu nascimento, que iniciou uma era de 33 anos com o presente de ter você entre nós!

Tomei a liberdade de publicar aqui uma foto tirada pelo meu irmão, que adorava gatos, cachorros, pássaros, insetos...
Tenho muitas, muitas, muitas saudades do meu irmão e não consigo me conformar que não vou mais vê-lo neste mundo, nesta encarnação. A minha esperança é que a Mila pelo menos esteja vendo ele. Às vezes, ela fica com o olhar fixo em uma parede ou um teto brancos. E de repente morre de dar risada. Sempre acho que é o Kizz fazendo alguma palhaçada para ela rir e mostrar que está aqui com a gente.
O Julien também diz que ele estava lá no hospital, segurando a mão da Mila, quando expulsaram todos os parentes da sala e enfiaram uma injeção na coluna dela.
Eu espero mesmo que ele esteja curtindo a Mila junto com a gente lá de onde ele estiver. E pelo menos um traço ela tem do tio: os lindos olhos azuis!
Kizz, amo você e espero que você esteja em paz.
E chega de posts para marcar esta data triste. Daqui para a frente, vou celebrar apenas uma data muito mais importante, a do seu nascimento, que iniciou uma era de 33 anos com o presente de ter você entre nós!
Tomei a liberdade de publicar aqui uma foto tirada pelo meu irmão, que adorava gatos, cachorros, pássaros, insetos...
Thursday, 25 June 2009
O fiasco de Wimbledon
Nooossa, faz tempo, hein?! Já deu até tempo de a Mila completar os tão polêmicos três meses e, tenho de dar o braço a torcer, tudo fica mesmo mais fácil mesmo. Mas passaaaar, passaaaar, não passa tudo, não.
Bom, mas com a Mila cada vez mais bebê e menos serzinho indefeso todo molenguinha, estamos aproveitando muito o verão que este ano resolveu aparecer por aqui (ele faz visitas esparsas, normalmente resolve dar as caras uma vez a cada quatro anos...). A Mila já foi para churrasco, feijoada, piquenique e já conheceu vááários parques. Fez até viagem internacional, de Eurostar, para a Bélgica!
Continuando a curta vida cheia de atividades da menina, resolvemos levá-la para Wimbledon para curtir um dia de sol no complexo onde está sendo realizado o torneio de tênis.
Milagrosamente, conseguimos atrasar apenas 15 minutos para sair de casa (a média estava sendo uma hora...) e lá fomos nós pegar o ônibus até a estação de Waterloo para pegar o trem e depois outro ônibus para chegar até o local. Resumo da ópera: levamos mais de duas horas para chegar lá.

A Mila andou de Routemaster!
Obviamente, como nenhum bebê é de ferro, ainda mais no baita calor que fez na quarta-feira, ela ficou com sede/fome e começou a berrar na última condução. Como se não bastasse, o ônibus nos largou no portão 13, sendo que a fila para entrar no lugar era centenas de metros antes do portão 1! Lá fomos nós na dura caminhada, com um bebê berrando de fome, crentes que iríamos resistir - leia-se EU iria resistir - ao choro até entrarmos no lugar.
Não deu. Saquei a Mila do carrinho e dei o peito para ela mamar ali na calçada, de pé. O prêmio foi uma Mila calminha - consequentemente uma mãe e um pai calmos também - até chegarmos na fila, que é carinhosamente chamada de "the Queue", porque todos os anos centenas de pessoas enfrentam madrugadas em claro e horas de sol na cabeça para conseguir um lugar para assistir a algum dos jogos mais concorridos.
Acabamos descobrindo que não são apenas estas pessoas que enfrentam as condições adversas. Os pobres cidadãos que só querem entrar no complexo, como nós, para sentir um pouco do clima de Wimbledon e assistir aos jogos num telão sentados em um gramado, também têm de enfrentar tudo isso!
A previsão naquele dia de sol e calor, em que metade da Inglaterra parece ter tido a mesma idéia que nós, era de uma espera de no mínimo 4 horas na fila... Seria muita maldade com a Mila e resolvemos desistir.

Barrada em Wimbledon.
Na volta, uma jovem voluntária que trabalhava orientando o público nos recomendou o caminho inverso do que fizemos para dar a volta pelo complexo e chegar ao portão 13 para pegar o ônibus. Como já tínhamos comprado o bilhete de ida e volta do ônibus, optamos por andar até lá em vez de pegar um ônibus de linha quase na nossa frente naquele momento.
Eis que o caminho que a mocinha indicou era o maior mico! Acabamos caindo no bairro residencial, cheio de casas divinas e caríssimas aliás, e andamos, andamos, andamos... Calor, Mila impaciente, sede, fome, decepção de não ter entrado, e finalmente chegamos no ponto do ônibus. Ah, mas quem disse que o Julien achava as passagens de volta??? Não achou...
Entregamos os pontos e pegamos um táxi para a estação de trem antes de eu ter de amamentar a Mila mais uma vez no meio da calçada naquele calorão.

Também foi a primeira viagem de black cab dela!
Acabou sendo uma ótima idéia, pois o taxista cobrou quase o mesmo preço do ônibus e ainda nos levou a um pub na Village de Wimbledon, com televisão e comida boa! A Mila mamou em paz e assistimos aos jogos, apesar de não termos vivenciado a experiência de Wimbledon in loco. Nova operação de guerra como esta talvez no ano que vem. Mas só com entradas na mão, para evitar a fila!

Wimbledon por trás das grades.
Bom, mas com a Mila cada vez mais bebê e menos serzinho indefeso todo molenguinha, estamos aproveitando muito o verão que este ano resolveu aparecer por aqui (ele faz visitas esparsas, normalmente resolve dar as caras uma vez a cada quatro anos...). A Mila já foi para churrasco, feijoada, piquenique e já conheceu vááários parques. Fez até viagem internacional, de Eurostar, para a Bélgica!
Continuando a curta vida cheia de atividades da menina, resolvemos levá-la para Wimbledon para curtir um dia de sol no complexo onde está sendo realizado o torneio de tênis.
Milagrosamente, conseguimos atrasar apenas 15 minutos para sair de casa (a média estava sendo uma hora...) e lá fomos nós pegar o ônibus até a estação de Waterloo para pegar o trem e depois outro ônibus para chegar até o local. Resumo da ópera: levamos mais de duas horas para chegar lá.
A Mila andou de Routemaster!
Obviamente, como nenhum bebê é de ferro, ainda mais no baita calor que fez na quarta-feira, ela ficou com sede/fome e começou a berrar na última condução. Como se não bastasse, o ônibus nos largou no portão 13, sendo que a fila para entrar no lugar era centenas de metros antes do portão 1! Lá fomos nós na dura caminhada, com um bebê berrando de fome, crentes que iríamos resistir - leia-se EU iria resistir - ao choro até entrarmos no lugar.
Não deu. Saquei a Mila do carrinho e dei o peito para ela mamar ali na calçada, de pé. O prêmio foi uma Mila calminha - consequentemente uma mãe e um pai calmos também - até chegarmos na fila, que é carinhosamente chamada de "the Queue", porque todos os anos centenas de pessoas enfrentam madrugadas em claro e horas de sol na cabeça para conseguir um lugar para assistir a algum dos jogos mais concorridos.
Acabamos descobrindo que não são apenas estas pessoas que enfrentam as condições adversas. Os pobres cidadãos que só querem entrar no complexo, como nós, para sentir um pouco do clima de Wimbledon e assistir aos jogos num telão sentados em um gramado, também têm de enfrentar tudo isso!
A previsão naquele dia de sol e calor, em que metade da Inglaterra parece ter tido a mesma idéia que nós, era de uma espera de no mínimo 4 horas na fila... Seria muita maldade com a Mila e resolvemos desistir.
Barrada em Wimbledon.
Na volta, uma jovem voluntária que trabalhava orientando o público nos recomendou o caminho inverso do que fizemos para dar a volta pelo complexo e chegar ao portão 13 para pegar o ônibus. Como já tínhamos comprado o bilhete de ida e volta do ônibus, optamos por andar até lá em vez de pegar um ônibus de linha quase na nossa frente naquele momento.
Eis que o caminho que a mocinha indicou era o maior mico! Acabamos caindo no bairro residencial, cheio de casas divinas e caríssimas aliás, e andamos, andamos, andamos... Calor, Mila impaciente, sede, fome, decepção de não ter entrado, e finalmente chegamos no ponto do ônibus. Ah, mas quem disse que o Julien achava as passagens de volta??? Não achou...
Entregamos os pontos e pegamos um táxi para a estação de trem antes de eu ter de amamentar a Mila mais uma vez no meio da calçada naquele calorão.
Também foi a primeira viagem de black cab dela!
Acabou sendo uma ótima idéia, pois o taxista cobrou quase o mesmo preço do ônibus e ainda nos levou a um pub na Village de Wimbledon, com televisão e comida boa! A Mila mamou em paz e assistimos aos jogos, apesar de não termos vivenciado a experiência de Wimbledon in loco. Nova operação de guerra como esta talvez no ano que vem. Mas só com entradas na mão, para evitar a fila!
Wimbledon por trás das grades.
Saturday, 6 June 2009
Sunday, 17 May 2009
Vencida pela insistência!
Quem disse que vendi meus cangurus no ebay? Depois de pegar algums dicas de detentoras de cangurus (que em inglês se chamam slings), resolvi insistir e colocar a Mila lá dentro em doses homeopáticas. Olha ela aí, eba!!!

Já foi até ao médico dentro do canguru (detalhe: a clínica fica a cinco minutos a pé de casa, hahaha!) e já dormiu uma boa horinha dentro dele! Só preciso lembrar que ela está na minha frente, porque já trombei ela com o laptop na escrivaninha, tadinha!

Este canguru abaixo é o do Julien, menos "bicho-grilo", que foi o único no qual ela se sentiu à vontade desde o começo...

Por enquanto, as excursões mais longas estão sendo feitas de carrinho, mesmo porque com a maldita cesárea nem conseguiria andar horas a fio com a Mila no canguru...
Aliás, depois de meses analisando todos os prós e contras de milhares de carrinhos de bebê achei que tinha feito a decisão certa comprando um italiano, chamado Peg Perego quando nos deparamos com um problema inesperado: a cor, verde limão, está atraindo dezenas de muriçocas!!! Miiiiicooooo!!!!! Eu sei, por que não comprar uma corzinha básica, como vermelho???
Fora isso, o carrinho balança bem mais do que eu esperava em terrenos irregulares - no caso, o Regent's Canal, aqui do lado de casa, onde sempre sonhei em passear com ela quando estava grávida...
Bom, estou tentando ver com o vendedor se conseguimos trocar a cor. Fora isso, descobri que existe um espanta-mosquito sonoro. Vamos ver como a gente vai resolver o problema!
Já foi até ao médico dentro do canguru (detalhe: a clínica fica a cinco minutos a pé de casa, hahaha!) e já dormiu uma boa horinha dentro dele! Só preciso lembrar que ela está na minha frente, porque já trombei ela com o laptop na escrivaninha, tadinha!

Este canguru abaixo é o do Julien, menos "bicho-grilo", que foi o único no qual ela se sentiu à vontade desde o começo...

Por enquanto, as excursões mais longas estão sendo feitas de carrinho, mesmo porque com a maldita cesárea nem conseguiria andar horas a fio com a Mila no canguru...
Aliás, depois de meses analisando todos os prós e contras de milhares de carrinhos de bebê achei que tinha feito a decisão certa comprando um italiano, chamado Peg Perego quando nos deparamos com um problema inesperado: a cor, verde limão, está atraindo dezenas de muriçocas!!! Miiiiicooooo!!!!! Eu sei, por que não comprar uma corzinha básica, como vermelho???
Fora isso, o carrinho balança bem mais do que eu esperava em terrenos irregulares - no caso, o Regent's Canal, aqui do lado de casa, onde sempre sonhei em passear com ela quando estava grávida...
Bom, estou tentando ver com o vendedor se conseguimos trocar a cor. Fora isso, descobri que existe um espanta-mosquito sonoro. Vamos ver como a gente vai resolver o problema!
Friday, 8 May 2009
Depois dos 3 meses passa!
Foi pelo menos uma semana dormindo uma média de duas horas por noite, algo que antes de passar por isso eu achei inimaginável. Não que você se sinta muito gente durante as demais 22 horas do dia...
A Mila ficou com o nariz congestionado. E uma noite dormia apenas ereta, no colo da gente. Lá fomos nós fazer turnos: enquanto um dormia o outro segurava a Mila para ela conseguir dormir. É tanto desespero para tirar o muco do nariz da coitada que o Julien até apelou: enfiou a boca no nariz dela e sugou. Ajudou. Mas não resolveu.
Um dia, vomitou de encharcar a roupa do pai e a dela. Depois vomitou de novo e encharcou as da mãe e as que tínhamos acabado de colocar nela depois da primeira vomitada. Outro dia, regurgitou depois de cada mamada.
E o cocô verde? É sensibilidade a alguma comida ou porque não está mamando direito? Na dúvida, a mãe fica sem leite de vaca, sem iogurte e quase sem queijo. Comecei a tomar o insosso leite de arroz, já que ouvi dizer que quem tem intolerância a leite de vaca também tem a leite de soja. Mas ontem resolvi apelar para a soja. Ninguém merece leite de arroz...
A maior frustração é que a Mila odiou meus cangurus alternativos. Tinha um pano compridão, de amarrar no corpo, que funcionou apenas uma vez. Nas outras tentativas ela abriu o berreiro. Resolvi insistir e comprar um outro. Um pano que parece uma rede, de um ombro só. Gostou durante 15 minutos, depois fez aquele escândalo. Agora, pretendo deixar de ser bicho-grilo e apelar para os mais industriais mesmo. Para não correr o risco de anunciar mais um para venda no ebay, desta vez vou na loja experimentar com ela!
E para dormir? A orientação do governo britânico (e de vários outros na Europa e EUA) é deitar os bebês de barriga para cima para evitar morte súbita. Falar em deitar nenês de lado ou de bruços aqui é até crime. Mas, como a Mila se mostrava altamente incomodada ao deitar de barriga para cima e mal dormia, resolvemos tentar de lado (com uma toalha enrolada na frente e uma almofadinha atrás). Melhorou! Eis que a mais nova surpresa, desde anteontem, é que a Mila não sossega mais fora do colo. Ontem passei o dia sentada no sofá, entediada, com a pequenina no meu colo, dormindo de até roncar. Era botar no berço para arregalar os olhos e abrir um berreiro sem fim.
Aliás, e os choros inexplicáveis (que obviamente têm uma explicação mas eu ainda não me graduei a ponto de encontrá-la)? Um berreiro sem fim que não resolvia nem com canção de ninar, nem com colo, nem mexendo, nem plantando bananeira.
Depois de ler tudo isso você deve estar pensando que me arrependi. Sabe por que não?
- Por causa dos sorrisos esporádicos que ela começou a abrir
- Por causa dos lindos olhos gigantes olhando para você
- Por causa da pele lisinha, macia e gostosa
- Por causa do cabelo fininho e cheiroso
- Por causa das milhares de expressões diferentes que um bebê de seis semanas já é capaz de fazer
- Por causa da tosse mais fofa do mundo quando ela se engasga ao mamar de forma muito afoita e em seguida me olhar com os olhos arregalados e a cara de: "Mamãe! Me ajuda?"
- Por causa das mãozinhas e pezinhos minúsculos mais lindos do mundo
- Por causa da coxa gostosa
- Por causa de todas as vezes que a Mila me faz chorar de tanto amor que sinto por ela
- Por causa da melhor sensação do mundo que é ser mãe de um serzinho tão indefeso que precisa de você para tudo
- Porque às vezes ainda me sinto muito especial de, juntamente com o Julien, ter colocado um outro ser vivo neste mundo, tão pequenino e lindoooo!
- Por causa do grande desafio de trasformar este serzinho em um ser humano decente
- Por causa da curiosidade de tudo que ainda vem pela frente
E...
Porque centenas de milhares de pessoas já me disseram que DEPOIS DOS 3 MESES PASSA!
Mila, mesmo se todos os probleminhas persistirem por mais tempo, nunca, nunca, nunca vou me arrepender de ter te colocado neste mundo!!!
Subscribe to:
Posts (Atom)