Tuesday, 27 October 2009

Voando alto



Algumas pessoas me acharam valente por encarar sozinha uma viagem de 11 horas de avião com um bebê de pouco menos de seis meses. Por outro lado, pelo menos lá no meu trabalho, é a coisa mais normal de se fazer, já que as mães tiram licenças-maternidades longas, moram longe e em algum momento durante os primeiros meses de vida do bebê querem apresentá-lo para a família e os amigos no Brasil.

Mas, eis que a Mila gosta de pregar peças na gente. Duas semanas antes da viagem ela começou a ter muita dificuldade para adormecer à noite (passávamos três horas por noite tentando fazê-la dormir) e suspeitamos que pudesse ser o primeiro dentinho forçando sua saída da gengiva da Mila. Confesso que fiquei temerosa, achando que a noite no avião começaria com três horas de muito sufoco e choro até a Mila dormir, com aquela vontade de sumir embaixo do assento de tanto incômodo para os passageiros próximos...

Enfim, lá fomos nós! Depois de vários contratempos para chegar ao aeroporto (estava chovendo, o que fez com que o táxi ficasse estacionado no trânsito e acabasse por nos largar na estação de trem para pegarmos um trem até o aeroporto para não chegarmos ainda mais atrasados. Tínhamos de fazer uma baldeação, não bem explicada, o que fez com que perdessemos o trem seguinte e tivemos de ficar 20 minutos esperando o próximo...), "furamos fila" no check-in (vantagens de viajar com um bebê!), nos despedimos do papai (que ficaria quase um mês sem suas meninas) e fomos para a fila do detector de metais. Ali, a Mila com um sono incomensurável, começou a berrar e chorar sem parar, o que fez com que um passageiro me desejasse "Good luck on the flight!" Bom, passado o detector, em 10 minutos a pequena estava capotada no carrinho e assim ficou até a hora do embarque!

Acomodadas no assento 16C, Mila deu a primeira mamada de muitas dentro do avião. Como me deram a dica de amamentá-la na hora da decolagem, para evitar dor de ouvido, foi a hora da segunda mamada. Aí ela aproveitou o embalo e capotou de novo. E lá foi ela para dentro do bercinho.

Nossa, nem acreditei! A Mila dormindo, começaram a servir o jantar e eu pude comer sem contratempos, uma beleza! Até comecei a assistir o filme do Wolverine, surpresa de estar sendo tudo tão fácil!

Porém, enlatada como uma sardinha no bercinho do avião, na primeira mexidinha que a Mila tentou dar, pimba, acordou e reclamou. Ensaiou um choro, mas eu fui mais rápida e já meti a pequena no meu peito para mamar e ver se ela voltava a dormir. Estava quase embalando quando apagaram as luzes do avião e em vez de ajudar a apagá-la de vez, ela ficou encantada com todas as luzes dos sinais de cinto de segurança e "proibido fumar", além dos monitores de vídeo ligados, e não quis mais saber de dormir. Nem de parar de reclamar, afinal, estava com sono... De tanto eu insistir com o peito, uma hora ela deu o braço a torcer e dormiu. Mas, a cada turbulência, a cada mexidinha que ela tentava dar na lata particular, aqueles dois olhos lindos abriam de novo - e a boca reclamona também. E minha blusa também!


O bercinho da TAM, que vai até 9 kg. Depois, é no colo.

Algumas pessoas me perguntaram como se faz xixi quando se viaja a sós com um bebê. A minha tática era aproveitar toda vez que a Mila estava dormindo no berço para ir ao banheiro - mesmo quando nem estava com vontade, porque vai saber se quando a vontade batesse eu iria conseguir, né?! Ah, e uma vez, entrei no banheiro com a Mila, troquei a fralda dela, deixei ela se equilibrando no trocador - que fica exatamente em cima da privada - enquanto fazia xixi e torcia para não pegarmos uma turbulência! :-)

Tenho de confessar que a experiência foi menos traumática do que pensei. Dei de mamar umas dez vezes, a Mila acordou umas 20, mas no fim das contas, a frase que ouvi da passageira da fileira de trás no fim da viagem foi: "Olha, ela está de parabéns, nem parece que tinha benê na minha frente!"

E sabem o que chegou junto com a Mila em São Paulo? DOIS dentes!



Esta segunda foto é da volta para Londres. Como vocês podem ver, depois de 11 horas a Mila estava com um sorriso no rosto, após uma noite bem-dormida e 3 horas no colo da mamãe brincando e tentando agarrar todos os itens da bandeja do café-da-manhã dela. Virou veterana de avião! A viagem de volta foi tão boa que o casal grávido do meu lado disse que queriam uma versão menino da Mila: "Simpática, calma e linda!" E não fui eu que falei, hein?! :-)

Tuesday, 20 October 2009

Mila pula-pula

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Sunday, 18 October 2009

Mila no Brasil

Eu sei, eu sei, todo mundo já estava achando que abandonamos o blog, né?! É que a Mila e eu passamos quase um mês no Brasil e não deu tempo de narrar as experiências que ela teve lá em "real time" por causa da correria, desculpem... Foi um mês de muitas novidades, experiências, risadas e primeiras vezes! Antes de contar algumas experiências em detalhes, como a primeira viagem de avião e a primeira papinha, aqui vão algumas fotos de algumas primeiras vezes da Mila neste mês de Brasil:



A primeira viagem de avião. 11 horas menos traumáticas do que imaginei!



A primeira viagem longa de carro. 7 horas até Ribeirão Preto (com direito a paradas para mamar e para a mãe e os avós almoçarem).



A primeira festa de casamento. Dani e Maga casaram em Ribeirão Preto.



A primeira noite dormindo em um hotel...



A primeira vez dormindo em um berço de viagem. Este foi comprado pelos avós para a estadia dela em Sampa e ela amou!!!



A primeira vez com o pé na areia!



E a primeira vez com o pé na água do mar!



O primeiro dente (ou melhor, logo dois primeiros dentes!)



E a primeira chuca no cabelo (aos poucos ele está crescendo!)



A primeira papinha.



A primeira vez em frente à lareira (no inverno paulistano em plena primavera...)



O primeiro encontro com um animal de estimação - A-DO-ROU!



O primeiro encontro com vários amigos queridos da mãe (e do pai também, vá!)



O primeiro encontro com a família do pai.



E depois de tanta novidade...



...foi assim que ela voltou para a casa! :-)

Sunday, 13 September 2009

Risada deliciosa!

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Friday, 11 September 2009

The Hunt of The Red Rubber Bear

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Wednesday, 9 September 2009

Pequena sereia



Após muita persistência para conseguir um lugar na aula de natação do centro de esportes da subprefeitura do nosso bairro (que fica a dois minutos a pé da nossa casa), a Mila finalmente fez a primeira aula dela esta semana. Munida de uma calcinha de biquíni que, segundo o fabricante, funciona também como fralda e portanto evita qualquer vexame para os pais na piscina, lá foi o peixinho para dentro d'água! E que peixinho!

Ela adorou a aula! Não reclamou nem quando tínhamos de jogar água na cabeça e molhar a cara dela! Ficou tão ansiosa com tanta novidade e de estar em um ambiente totalmente diferente, que não parava de balançar as perninhas freneticamente! E a mãe, manteiga-derretida do jeito que é, até ficou com os olhos marejados quando o professor jogou um ursinho de borracha para ela pegar na água.

Fui conduzindo ela até o ursinho, fazendo curvas de um lado para o outro, e ela foi seguindo o ursinho com os olhos o tempo todo, até chegar nele e imediatamente pegá-lo delicadamente com as pequenas mãozinhas e colocá-lo na boca! O pai, que registrava tudo do lado de fora da piscina, ficou com vontade de pular para dentro e participar de tudo.

O máximo, o máximo! Recomendo natação para todos os bebês, eles simplesmente amam a experiência! Quero só ver quanto progresso ela vai fazer até o fim do curso, em dezembro!

Saturday, 5 September 2009

Chupeta x Dedão



Quando eu ainda estava grávida (parece que faz taaaanto tempo!), uma amiga minha me perguntou se eu já tinha decidido se iria usar chupeta com a Mila e se eu tinha algo contra o tal "pacifier", como os americanos gostam de chamar este pequeno e polêmico artefato de borracha. Na época ainda nem pensava em como cuidar da Mila quando ela chegasse e respondi: "Não sei, mas acho que não tenho nada contra, não..."

Pois bem. Depois do nascimento da Mila, já devidamente instruídos sobre os prós e contras da chupeta, resolvemos tentar evitá-la até onde fosse possível. Foram choros e escândalos sem fim, que agüentamos com a firme certeza de que se a Mila não provasse a "maçã do pecado" iria se acostumar sem ela e um dia não chorar mais.

O Julien chegou até a comprar uma chupeta após uma semana de muito choro da Mila e desta que vos escreve, por puro desespero. Brigamos feio naquele dia e ele devolveu a chupeta na loja. Minha sogra começou uma campanha interminável de "dá logo a chupeta para a menina" e aí sim, por pura teimosia, resolvemos agüentar sem ela.

Um dia a Mila deu aquele escândalo no ônibus. Peguei ela no colo, não adiantou. Deitei ela no carrinho, não adiantou. Enfiei o braço da bonequinha de pano dela na boca. Resolveu. Uma mulher que estava sentada na minha frente e acompanhou todas as minhas tentativas virou para mim e perguntou: "Ela não tem chupeta?" Eu, com aquela cara de palmito, respondi: "É, estamos tentando evitar...", já quase me arrependendo da decisão.

A Mila sempre teve um instinto muito forte de chupar algo, então meu peito acabava sempre servindo de "chupeta humana". Aliás, aqui uma distorção da nossa sociedade moderna: o peito é, na verdade, a primeira e original chupeta e o que inventaram depois nada mais é do que um mamilo de borracha! Foi uma solução trabalhosa, mas ficamos felizes em recorer a ela naquela época. Eu estava ali, sempre ao lado dela, e preferia vê-la mamando no meu peito a chupar aquele troço horroroso.

Em um belo dia, quando a Mila já tinha quase 5 meses, ela achou o dedão! Para nós, foi a glória! Achávamos que finalmente a Mila conseguiria adormecer sozinha e teríamos noites menos quebradas pela frente. Ela também se acostumou a segurar uma fraldinha enquanto chupava o dedão, a coisa mais linda...

Mas estávamos errados em relação às maravilhosas noites de sono. É bem verdade que o dedão ajuda bastante a Mila a adormecer, mas ela ainda precisa de uns tapinhas no bumbum e um "reposicionamento" no berço pelo menos duas vezes por noite. E o mais preocupante: ela viciou no dedão de tal forma que o chupa quando está brincando, quando nos vê comer, quando toma banho ou simplesmente quando está com tédio. Dizem que é sinal de que o bebê precisa de algo - comida, conforto, entretenimento -, mas tentei de tudo e o dedão continua indo parar na boca durante o dia todo.

Ficam as perguntas: será que as noites em claro e a luta para agüentar os escândalos da Mila no começo da vida dela valeram a pena? Será que não vai ser ainda mais complicado convencê-la de parar de chupar o dedo? Será que teremos uma criança de 10 anos chupadora de dedo? Será que vamos ter de gastar uma fortuna no dentista para endireitar os dentes dela?

Dúvidas cruéis que nos atormentam como pais. Tudo por causa de uma coisinha ridícula de plástico e borracha...