Wednesday, 23 December 2009

Pink Stinks



Depois do ultrassom que revelou o sexo do meu bebê, cheguei na redação, feliz da vida para anunciar que era uma menina e logo acrescentei: "Mas peloamordedeus, não me encham de roupas cor-de-rosa!", sob protestos das minhas colegas.

Nunca gostei muito da cor. E acho um absurdo ser obrigada a vestir minha filha de rosa dos pés à cabeça só porque ela é menina.

E não estou só. Recentemente, o jornal britânico The Guardian publicou uma matéria que gerou bastante polêmica, sobre duas irmãs que resolveram iniciar uma campanha chamada PinkStinks para acabar com essa doença das meninas por pink, rosa, seja lá como chama a cor.

A matéria é bem interessante e começa com um fato novo para mim: rosa era a cor de meninos até pelo menos 1927, porque era considerada uma cor mais forte, muitas vezes associada a sangue, enquanto que azul era uma cor mais delicada, mais apropriada para meninas, associada à Virgem Maria.

A doença rosa parece ser mundial. Lá na Inglaterra (ah, para os desavisados, estamos no Brasil, aproveitando muuuuito o verão!) muitas meninas se cobrem de pink, algumas mães andam de carrinhos de bebê pink e elas próprias também estão vestidas de pink. Aqui no Brasil, fiquei besta ao ver que a C&A tem uma seção toda pink, acho que da Barbie, e a propaganda da Barbie na TV abraçou a bandeira de "viva o rosa", porque é "fashion".

Como ressalta bem a matéria do Guardian, o resultado disso é uma menina que não usa a cor se sentir excluída da turma, numa idade que a aceitação do grupo de amigas é tudo. E assim, crescem várias mulheres-objeto, que viram aqueles bombons sonho-de-valsa estilo Paris Hilton.

Outra observação pertinente da matéria: por quê é tão importante definir o sexo de um bebê? Por quê eles não podem ser unissex e usar qualquer cor?

Ao ouvir que eu não queria nenhum presente rosa para a Mila, minha amiga Iracema, que é mãe de uma menina (aliás, vai ganhar um menino em breve e teve de se desfazer de um mar de roupas rosa), logo avisou que seria impossível se livrar da cor. A Mila tem coisas rosa - a maioria recebida de presente - e algumas são bem bonitinhas e ela usa (é bom avisar aos amigos que deram coisas rosa que ela está usando tudo, hehehe!).

Não sou anti-pink, mas tento tratar a cor como outra qualquer do guarda-roupa da Mila e sempre que ela está com algo rosa, o resto é marrom ou cinza ou alguma outra cor mais neutra. Mas confesso que, ultimamente, tenho ficado até um pouco orgulhosa quando confundem a Mila com um menino...

Sunday, 29 November 2009

Achou!

No comecinho da vida da Mila, quando ela já sorria quando nos via, começamos a tentar brincar de nos esconder e aparecer para ela, crentes que arrancaríamos uma risada dela. Porém, a reação da Mila era nula, fazia a maior cara de paisagem, como se nada tivesse acontecido.

É porque nos primeiros meses de vida do bebê, eles ainda não têm noção de que algo que não está na frente deles continua existindo e que só se escondeu durante um certo tempo para depois voltar. Na mente deles - louquíssima, e pena que não temos memória disso - tudo o que some da frente deles desapareceu, não existe mais. Ou seja, eles vivem em um mundo mágico em que coisas aparecem e desaparecem do nada o tempo todo.

Mas há algum tempo a Mila vem se divertindo muito conosco desaparecendo e reaparecendo de trás do sofá, da parede, da porta. E parece que ela também começou a gostar de se ver desaparecendo e reaparecendo, como neste vídeo.

Friday, 27 November 2009

A batalha da amamentação



Dar de mamar ao bebê é um privilégio que talvez nós mulheres tenhamos recebido para compensar a dor do parto, os intermináveis meses sem uma cervejinha, os intermináveis meses com uma barriguinha indesejada e outras cositas más. Na minha opinião, tudo isso vale a pena em troca deste privilégio.

Sentir o bebezinho ali, tão coladinho no seu corpo, sentir aquelas mãozinhas minúsculas te afagando, brincando com a alça do sutiã ou com o botão da camisa, tentando agarrar seus lábios ou seu nariz - ou até te socando (esta fase, ainda bem, já passou!), ver aqueles olhinhos lindos olhando dentro dos seus... E ter o orgulho de ver seu bebê crescendo, brincando e se desenvolvendo com sua ajuda.

Antes de engravidar e de me bombardear de informações sobre bebês, sempre pensei que oito meses de amamentação já seria um período mais do que bom. Mas, quando a Mila estava pronta para sair, a intenção já era amamentá-la por mais de um ano. Depois que a amamentação engrenou e vi como a coisa é boa, me empolguei com a idéia de seguir a recomendação da OMS à risca e dar leite materno para a pequena até os dois anos de idade.

Coincidência ou não, aquela idéia dos oito meses resolveu me atormentar nestas duas últimas semanas. Como vocês sabem, a Mila pegou a primeira virose dela. Ficou com diarréia e se desinteressou totalmente pelo meu peito. Fazê-la mamar por mais de um minuto era uma tremenda batalha. Pensei comigo: "Tudo bem, assim que ela melhorar, tudo vai voltar ao normal." Enquanto isso, ia extraindo o leite com a bomba para não secar. O que me preocupava um pouco é que ela aceitava bem mais facilmente tomar meu leite da mamadeira...

Na semana seguinte à doença, fui à "baby clinic" pesá-la. Estava 100g mais leve. Ok, pensei. Ela estava doente, normal comer e mamar menos. Agora ela engrena de novo!

Mas a coisa não foi assim tão fácil. Quando ela não chorava no momento em que colocava ela no peito, ficava ali durante alguns segundos apenas. Quando ficava mais tempo, simplesmente não fazia o mínimo esforço para sugar. Como uma desgraça sempre vem acompanhada de outra, peguei a virose da Mila e fiquei muito mal. Sem estímulo para o leite sair e sem me alimentar direito, meu leite diminuiu bastante e coisa só foi ficando mais e mais difícil.

Parecia o fim da amamentação para a Mila. Inconformada, recorri a todos meus livros e sites sobre gravidez e bebês para saber se era normal um bebê querer desmamar tão cedo. Não é. Aparentemente, bebês raramente optam desmamar antes de um ano de idade e muitas vezes fazem isso apenas entre os 18 e 24 meses. Por outro lado, é normal um bebê fazer "greve" em algum momento após os oito meses de idade.

Recorri, então, a todas as táticas aconselhadas pelos especialistas para atrair minha grevista de volta ao trabalho. Cantei músicas de ninar durante a mamada da noite, vesti xale e colar, brinquei com bichinhos, com celular, com caixa de papelão, com caderno, com as mãos, com elástico - em resumo, com o que estivesse a meu alcance - para evitar que a Mila ficasse com tédio durante a mamada, voltei a usar o bico de recém-nascido nas mamadeiras dela (para ser mais difícil de sugar ali e ela não ficar preguiçosa para sugar do meu peito), cortei os demais líquidos (água e suco), ofereci meu peito de manhã, antes da comida, depois da comida, de tarde, de noite, antes de brincar, depois de brincar... E me cuidei, tomando muito líquido e tentando comer o melhor possível, apesar de a diarréia não permitir que nada parasse no meu estômago.

Depois de tudo isso, a Mila voltou a mamar!!! Ufa, ufa, ufa, mil vezes ufa!!! E percebi como ainda não estou preparada para desmamá-la. Por outro lado, isso serviu para eu começar a aceitar a idéia de que este dia vai chegar. Quando isto ocorrer, vou tentar encarar, como diz o Dr. Sears (pediatra, pai de oito filhos, escritor de um livro ótimo, o "Baby Book"), como uma passagem de um relacionamento para outro. Desmamar, em inglês to wean, quer dizer amadurecer, e como lembra o Dr. Sears, isto é algo positivo. Ele transcreve um trecho dos escritos do rei David: "I have stilled and quieted my soul; like a weaned child with its mother, like a weaned child is my soul within me."

Tuesday, 24 November 2009

Visita especial



Há alguns meses, entrei na casa da Mami e do Paps e lá estava você. Olhei, incrédula, para a Mami, me perguntando como você tinha voltado. Ela me disse apenas que você voltou e que ninguém está se preocupando em saber como isso tinha acontecido. Acordei pela manhã e vi que tudo não passava de um sonho.

Sonho que tive várias vezes. Você dormia no meu quarto comigo, porque assim tínhamos certeza de que você não desapareceria das nossas vidas de novo.

Até que um dia, em um destes sonhos, você se despediu para ir a uma festa com alguns amigos e alguma coisa me dizia que desta vez você não iria mais voltar. Abracei a Mami e o Paps e disse para eles se despedirem de você porque talvez seria a última vez que veríamos você. Na época do sonho, lembro em você ter me dito alguma coisa que me acalmou, de que você estava cumprindo a sua missão e não precisávamos nos preocupar com você. Acordei chorando, de saudades, com medo de não te ver mais nem nos meus sonhos.

Mas estes dias você voltou. Rapidamente, não disse nada, mas estava lá em um dos meus sonhos.
Não me abandone, meu irmão. Continue me visitando para eu matar as saudades imensas que sinto de você.
Te amo, te amo, te amo muito. Feliz aniversário e fica bem.

Wednesday, 18 November 2009

O primeiro febrão



Na semana passada, estava lendo o blog de uma amiga minha, a Adriana, em que ela falava do risco da gripe suína e do medo que ela tinha de os filhos dela adoecerem (seja de gripe suína ou qualquer outra doença). Me identifiquei com o texto, pois também tenho medo de a Mila ter alguma coisa mais séria, sofrer e eu não poder fazer muito para ajudar. Bom, esta semana estou tendo a primeira amostra...

Ontem senti que ela estava mais quente que o normal e resolvi medir a temperatura. 38,4C, que logo viraram 39,2C para minha extrema e absoluta preocupação. Junto veio a diarréia. E o choro de quem não sabia o que estava acontecendo, mas que não estava gostando nenhum pouco daquela situação toda. Sozinha em casa com a Mila, minha ansiedade foi aumentando juntamente com o choro e a impaciência dela (que não quis jantar, nem tomar banho nem mamar) e resolvi ligar para o número de ajuda médica do NHS (o sistema público de saúde daqui) em busca de socorro. Estava falando ao telefone tão atrapalhada e nervosa que dei a maior topada numa cadeira na cozinha e acabei quebrando meu dedo mindinho do pé!!!

A sugestão foi dar Calpol (paracetamol infantil). O Julien chegou em casa às pressas e saiu para comprar o remédio (já que o que tínhamos aqui em casa desapareceu misteriosamente, obviamente quando precisávamos dele!). Depois do sufoco para conseguir enfiar pelo menos metade da dose na boca da Mila - que odiou a seringa sendo enfiada na boca e odiou mais ainda o gosto doce de morango do remédio -, nada de a temperatura baixar. Resolvi testar um remédio homeopático, o Belladona, utilizado bastante pelos pais que tratam os filhos com homeopatia. Nada também.

Resolvemos ir ao atendimento médico 24 horas da nossa região. Lá na médica, a Mila resolveu melhorar! A temperatura baixou, ela riu das nossas palhaçadas e saímos de lá bem mais aliviados. A médica descartou a possibilidade de gripe suína e disse que é uma virose que atacou o estômago. Previsão de dois dias de febre mais alta e cinco dias até passar tudo.

Durante a noite, a previsão da médica se concretizou e a temperatura voltou a subir, subir, subir. E a noite foi longa... Choro. Mais Calpol. Nada. Choro. Mais remédio homeopático. Chegou a baixar um pouco, mas de manhã ela já estava com 39C de novo. Mais Calpol, compressas de água morna e finalmente a febre resolveu dar uma trégua no começo da tarde. Mas o humor da Mila já estava mais do que estragado. Ficou num chororô o dia todo, que foi crescendo com a aproximação da noite.
O pior era aquela cara de: "Mãe, por favor, me ajuda? Não sei o que está acontecendo, mas está doendo!". Doía em mim também, aiaiaiaiaiaiaiai... É de cortar o coração.

Pois é, Adri, dá medo, dá dó quando acontece, mas como diz minha mãe, todos nós já passamos por isso e os nossos filhos não vão se safar, não tem jeito. O jeito é dar muito amor, muito carinho, mimar até o último fio de cabelo e cuidar, cuidar, cuidar. Coisas que nós, mães e pais, sabemos fazer muito bem!

Tuesday, 10 November 2009

Hora de comer



Durante os seis primeiros meses da Mila eu adorava a praticidade de saciar a fome da pequena apenas abrindo minha blusa, já que a única fonte de alimento dela neste primeiro meio ano foi o leite materno. Mas sabia que mais dia menos dia ela completaria seis meses e teria de começar, como eles dizem aqui, a introduzir os "sólidos". Várias dúvidas me perseguiam: com qual comida começar? Quanto dar? Quantas vezes por dia? Devo reduzir o número de mamadas? Várias, várias perguntas, que meus cinco livros responderam prontamente - juntamente com um pouco de instinto de mãe.
O grande dia chegou, aniversário de seis meses da balela, lá no Brasil. Resolvi começar com o campeão de iniciação de bebês, a papinha de arroz, misturada com leite materno.
Primeiro, uma lambidinha tímida no dedo molhado da mãe. Reação ok. Em seguida, veio a primeira colher: "Eca, mãe, que troço esquisito é esse???"
Nestas horas, a gente tem que mentir: "Ah, Mila, vai, tá uma delííííícia, mmmmmmm!!!!" Mentira pura. O tal do baby rice, que levei daqui da Inglaterra por ser orgânico e sem açúcar (ok, sou um tanto quanto chata com a comida da Mila, e daí?), justamente por isso tinha gosto de papelão!
Bom, mas talvez o leite de todo dia dela deu uma disfarçada, porque depois das primeiras colheradas, em que a Mila não sabia muito bem o que ela deveria fazer (provavelmente ela estava se perguntando se a língua ia por cima ou por baixo da colher e o que fazer com aquele líquido grosso depois que tinha parado dentro de sua boca), ela resolveu comer tudinho!


O registro da primeira papinha.


Mila no cadeirão da casa dos avós.

De lá para cá já passaram quase dois meses em que ela já comeu desde abacate e iogurte grego até arroz com feijão (tudo em consistência de papinha, logicamente!). Ontem comeu o primeiro snack, um rice cake (parece uma bolacha de isopor, tem um pouco de gosto de pipoca). Ela pegou o biscoito com toda a delicadeza e começou a chupar e engolir as partes moles de baba. Quando chegou no final da bolacha, escondido entre seus dedos e a palma da mão, não sabia o que fazer e soltou o resto, muito fofa!


Mila comendo papinha pronta (orgânica, sem conservantes. Mãe chata!)

As únicas duas comidas que precisaram de disfarçe até agora foram maçã (uma canela fez a mágica) e couve-flor (decepção total, já que eu aaaamoooo couve-flor! Mas junto com a batata-doce, raspou o prato!). As mamadas diminuíram para 4 a 5 por dia (ainda bastante, porque dizem que o leite continua sendo a principal fonte de alimento no primeiro ano de vida) e o que andou aumentando foi o peso da balela! 8 kg!!!
Dá gosto de ver essa coisinha linda comendo!


Quem está dando a papinha é a avó Karin!

Tuesday, 27 October 2009

Voando alto



Algumas pessoas me acharam valente por encarar sozinha uma viagem de 11 horas de avião com um bebê de pouco menos de seis meses. Por outro lado, pelo menos lá no meu trabalho, é a coisa mais normal de se fazer, já que as mães tiram licenças-maternidades longas, moram longe e em algum momento durante os primeiros meses de vida do bebê querem apresentá-lo para a família e os amigos no Brasil.

Mas, eis que a Mila gosta de pregar peças na gente. Duas semanas antes da viagem ela começou a ter muita dificuldade para adormecer à noite (passávamos três horas por noite tentando fazê-la dormir) e suspeitamos que pudesse ser o primeiro dentinho forçando sua saída da gengiva da Mila. Confesso que fiquei temerosa, achando que a noite no avião começaria com três horas de muito sufoco e choro até a Mila dormir, com aquela vontade de sumir embaixo do assento de tanto incômodo para os passageiros próximos...

Enfim, lá fomos nós! Depois de vários contratempos para chegar ao aeroporto (estava chovendo, o que fez com que o táxi ficasse estacionado no trânsito e acabasse por nos largar na estação de trem para pegarmos um trem até o aeroporto para não chegarmos ainda mais atrasados. Tínhamos de fazer uma baldeação, não bem explicada, o que fez com que perdessemos o trem seguinte e tivemos de ficar 20 minutos esperando o próximo...), "furamos fila" no check-in (vantagens de viajar com um bebê!), nos despedimos do papai (que ficaria quase um mês sem suas meninas) e fomos para a fila do detector de metais. Ali, a Mila com um sono incomensurável, começou a berrar e chorar sem parar, o que fez com que um passageiro me desejasse "Good luck on the flight!" Bom, passado o detector, em 10 minutos a pequena estava capotada no carrinho e assim ficou até a hora do embarque!

Acomodadas no assento 16C, Mila deu a primeira mamada de muitas dentro do avião. Como me deram a dica de amamentá-la na hora da decolagem, para evitar dor de ouvido, foi a hora da segunda mamada. Aí ela aproveitou o embalo e capotou de novo. E lá foi ela para dentro do bercinho.

Nossa, nem acreditei! A Mila dormindo, começaram a servir o jantar e eu pude comer sem contratempos, uma beleza! Até comecei a assistir o filme do Wolverine, surpresa de estar sendo tudo tão fácil!

Porém, enlatada como uma sardinha no bercinho do avião, na primeira mexidinha que a Mila tentou dar, pimba, acordou e reclamou. Ensaiou um choro, mas eu fui mais rápida e já meti a pequena no meu peito para mamar e ver se ela voltava a dormir. Estava quase embalando quando apagaram as luzes do avião e em vez de ajudar a apagá-la de vez, ela ficou encantada com todas as luzes dos sinais de cinto de segurança e "proibido fumar", além dos monitores de vídeo ligados, e não quis mais saber de dormir. Nem de parar de reclamar, afinal, estava com sono... De tanto eu insistir com o peito, uma hora ela deu o braço a torcer e dormiu. Mas, a cada turbulência, a cada mexidinha que ela tentava dar na lata particular, aqueles dois olhos lindos abriam de novo - e a boca reclamona também. E minha blusa também!


O bercinho da TAM, que vai até 9 kg. Depois, é no colo.

Algumas pessoas me perguntaram como se faz xixi quando se viaja a sós com um bebê. A minha tática era aproveitar toda vez que a Mila estava dormindo no berço para ir ao banheiro - mesmo quando nem estava com vontade, porque vai saber se quando a vontade batesse eu iria conseguir, né?! Ah, e uma vez, entrei no banheiro com a Mila, troquei a fralda dela, deixei ela se equilibrando no trocador - que fica exatamente em cima da privada - enquanto fazia xixi e torcia para não pegarmos uma turbulência! :-)

Tenho de confessar que a experiência foi menos traumática do que pensei. Dei de mamar umas dez vezes, a Mila acordou umas 20, mas no fim das contas, a frase que ouvi da passageira da fileira de trás no fim da viagem foi: "Olha, ela está de parabéns, nem parece que tinha benê na minha frente!"

E sabem o que chegou junto com a Mila em São Paulo? DOIS dentes!



Esta segunda foto é da volta para Londres. Como vocês podem ver, depois de 11 horas a Mila estava com um sorriso no rosto, após uma noite bem-dormida e 3 horas no colo da mamãe brincando e tentando agarrar todos os itens da bandeja do café-da-manhã dela. Virou veterana de avião! A viagem de volta foi tão boa que o casal grávido do meu lado disse que queriam uma versão menino da Mila: "Simpática, calma e linda!" E não fui eu que falei, hein?! :-)

Sunday, 18 October 2009

Mila no Brasil

Eu sei, eu sei, todo mundo já estava achando que abandonamos o blog, né?! É que a Mila e eu passamos quase um mês no Brasil e não deu tempo de narrar as experiências que ela teve lá em "real time" por causa da correria, desculpem... Foi um mês de muitas novidades, experiências, risadas e primeiras vezes! Antes de contar algumas experiências em detalhes, como a primeira viagem de avião e a primeira papinha, aqui vão algumas fotos de algumas primeiras vezes da Mila neste mês de Brasil:



A primeira viagem de avião. 11 horas menos traumáticas do que imaginei!



A primeira viagem longa de carro. 7 horas até Ribeirão Preto (com direito a paradas para mamar e para a mãe e os avós almoçarem).



A primeira festa de casamento. Dani e Maga casaram em Ribeirão Preto.



A primeira noite dormindo em um hotel...



A primeira vez dormindo em um berço de viagem. Este foi comprado pelos avós para a estadia dela em Sampa e ela amou!!!



A primeira vez com o pé na areia!



E a primeira vez com o pé na água do mar!



O primeiro dente (ou melhor, logo dois primeiros dentes!)



E a primeira chuca no cabelo (aos poucos ele está crescendo!)



A primeira papinha.



A primeira vez em frente à lareira (no inverno paulistano em plena primavera...)



O primeiro encontro com um animal de estimação - A-DO-ROU!



O primeiro encontro com vários amigos queridos da mãe (e do pai também, vá!)



O primeiro encontro com a família do pai.



E depois de tanta novidade...



...foi assim que ela voltou para a casa! :-)

Wednesday, 9 September 2009

Pequena sereia



Após muita persistência para conseguir um lugar na aula de natação do centro de esportes da subprefeitura do nosso bairro (que fica a dois minutos a pé da nossa casa), a Mila finalmente fez a primeira aula dela esta semana. Munida de uma calcinha de biquíni que, segundo o fabricante, funciona também como fralda e portanto evita qualquer vexame para os pais na piscina, lá foi o peixinho para dentro d'água! E que peixinho!

Ela adorou a aula! Não reclamou nem quando tínhamos de jogar água na cabeça e molhar a cara dela! Ficou tão ansiosa com tanta novidade e de estar em um ambiente totalmente diferente, que não parava de balançar as perninhas freneticamente! E a mãe, manteiga-derretida do jeito que é, até ficou com os olhos marejados quando o professor jogou um ursinho de borracha para ela pegar na água.

Fui conduzindo ela até o ursinho, fazendo curvas de um lado para o outro, e ela foi seguindo o ursinho com os olhos o tempo todo, até chegar nele e imediatamente pegá-lo delicadamente com as pequenas mãozinhas e colocá-lo na boca! O pai, que registrava tudo do lado de fora da piscina, ficou com vontade de pular para dentro e participar de tudo.

O máximo, o máximo! Recomendo natação para todos os bebês, eles simplesmente amam a experiência! Quero só ver quanto progresso ela vai fazer até o fim do curso, em dezembro!

Saturday, 5 September 2009

Chupeta x Dedão



Quando eu ainda estava grávida (parece que faz taaaanto tempo!), uma amiga minha me perguntou se eu já tinha decidido se iria usar chupeta com a Mila e se eu tinha algo contra o tal "pacifier", como os americanos gostam de chamar este pequeno e polêmico artefato de borracha. Na época ainda nem pensava em como cuidar da Mila quando ela chegasse e respondi: "Não sei, mas acho que não tenho nada contra, não..."

Pois bem. Depois do nascimento da Mila, já devidamente instruídos sobre os prós e contras da chupeta, resolvemos tentar evitá-la até onde fosse possível. Foram choros e escândalos sem fim, que agüentamos com a firme certeza de que se a Mila não provasse a "maçã do pecado" iria se acostumar sem ela e um dia não chorar mais.

O Julien chegou até a comprar uma chupeta após uma semana de muito choro da Mila e desta que vos escreve, por puro desespero. Brigamos feio naquele dia e ele devolveu a chupeta na loja. Minha sogra começou uma campanha interminável de "dá logo a chupeta para a menina" e aí sim, por pura teimosia, resolvemos agüentar sem ela.

Um dia a Mila deu aquele escândalo no ônibus. Peguei ela no colo, não adiantou. Deitei ela no carrinho, não adiantou. Enfiei o braço da bonequinha de pano dela na boca. Resolveu. Uma mulher que estava sentada na minha frente e acompanhou todas as minhas tentativas virou para mim e perguntou: "Ela não tem chupeta?" Eu, com aquela cara de palmito, respondi: "É, estamos tentando evitar...", já quase me arrependendo da decisão.

A Mila sempre teve um instinto muito forte de chupar algo, então meu peito acabava sempre servindo de "chupeta humana". Aliás, aqui uma distorção da nossa sociedade moderna: o peito é, na verdade, a primeira e original chupeta e o que inventaram depois nada mais é do que um mamilo de borracha! Foi uma solução trabalhosa, mas ficamos felizes em recorer a ela naquela época. Eu estava ali, sempre ao lado dela, e preferia vê-la mamando no meu peito a chupar aquele troço horroroso.

Em um belo dia, quando a Mila já tinha quase 5 meses, ela achou o dedão! Para nós, foi a glória! Achávamos que finalmente a Mila conseguiria adormecer sozinha e teríamos noites menos quebradas pela frente. Ela também se acostumou a segurar uma fraldinha enquanto chupava o dedão, a coisa mais linda...

Mas estávamos errados em relação às maravilhosas noites de sono. É bem verdade que o dedão ajuda bastante a Mila a adormecer, mas ela ainda precisa de uns tapinhas no bumbum e um "reposicionamento" no berço pelo menos duas vezes por noite. E o mais preocupante: ela viciou no dedão de tal forma que o chupa quando está brincando, quando nos vê comer, quando toma banho ou simplesmente quando está com tédio. Dizem que é sinal de que o bebê precisa de algo - comida, conforto, entretenimento -, mas tentei de tudo e o dedão continua indo parar na boca durante o dia todo.

Ficam as perguntas: será que as noites em claro e a luta para agüentar os escândalos da Mila no começo da vida dela valeram a pena? Será que não vai ser ainda mais complicado convencê-la de parar de chupar o dedo? Será que teremos uma criança de 10 anos chupadora de dedo? Será que vamos ter de gastar uma fortuna no dentista para endireitar os dentes dela?

Dúvidas cruéis que nos atormentam como pais. Tudo por causa de uma coisinha ridícula de plástico e borracha...

Saturday, 15 August 2009

Chororô



Sempre soube que provavelmente eu seria muito feliz quando virasse mãe, mas o tamanho da felicidade me surpreendeu. Outra surpresa foi o quanto eu choro como mãe. Impressionante!

Quem me conhece sabe que nunca precisou de muito para abrir a torneirinha aqui. Sempre fui daquelas manteigas derretidas que choram em filme, já chorei em frente de chefe quando me senti injustiçada, em casamento... Enfim, tenho uma lista imensa de episódios vexaminosos em que não consegui me segurar e acabei caindo no choro.
Mas desde o momento em que a Mila chegou ao mundo, a coisa conseguiu ficar pior!

Começou quando vi aquela coisinha linda pela primeira vez. Caí num choro descontrolado de felicidade. E toda vez que lembro daquela cena, meus olhos se enchem de lágrimas... Depois, veio um choro atrás do outro com as coisas fofas que a Mila foi fazendo, como sorrir discretamente pela primeira vez enquanto mamava, se esparramar no colo de olhinhos fechados depois de mamar, completamente capotada, estatelar com qualquer barulhinho, "conversar" comigo pela primeira vez, e assim foi. Até que veio a primeira gargalhada. No começo, ri junto. E poucos segundos depois, já estava eu rindo com a cara encharcada de lágrimas!
(Temos a cena registrada em vídeo, assim que eu editar, coloco aqui!)

E quem pensa que é só a Mila que me faz chorar, se engana. Fiquei mais mole com tudo! Ontem estava vendo a final do "America's Got Talent" e chorei quando anunciaram o vencedor (também, o gordinho cantor de ópera era muito emotivo e conquistava qualquer um!). Vejo os comerciais de grupos beneficentes para cuidar de animais abandonados ou de crianças maltratadas em casa e lá estão os olhos marejados novamente.

Até agora achei que eram os hormônios, que desde a gravidez ainda estavam enlouquecidos. Mas parece que agora é a hora em que eles voltam ao normal. Vamos ver se sigo me derretendo com tudo...

Monday, 10 August 2009

Tagarela

Eis que a Mila resolveu abrir a boca, não só para as mamadas, e falar, gritar, gargalhar e reclamar, claro.
Cara, e como fala a pequena, faz discursos mais longos que o Hugo Chavez...

Mas é lindo, é linda e nós passamos mal!

Sunday, 19 July 2009

Ah, a maternidade...



A Mila completa quatro meses de vida depois de amanhã, já deve estar com o dobro do peso com o qual nasceu e está cada dia mais esperta, curiosa e, obviamente, linda! E, apesar de eu ser novata no metier maternidade, já entendo perfeitamente o famoso ditado "Ser mãe é padecer no paraíso".



A gente padece porque:
- Tem dias em que me sinto uma imensa lata de leite. Mila chora. Não é fralda suja, porque acabei de trocar. Não é sono, porque ela acabou de acordar. Não é tédio, porque acabei de passar horas entretendo a pequena de todas as formas possíveis. Ah, sim. É só abaixar a blusa e colocá-la no peito e a paz é restaurada... Será que ela gosta da mãe ou sou apenas um latão de leite para ela?
- Saudades do trabalho... De ir ao cinema com o Julien e depois jantar fora, de ir para a yoga sem antes ter de se preocupar em tirar leite e dar de mamar, de ir a festas sem hora para voltar para a casa, de beber...
- Entreter um bebê todos os dias durante horas para ele não ficar entediado às vezes dá tédio.
- Só se percebe como dormir é importante quando já não se pode mais fazê-lo direito, ou seja, com a chegada de um bebê à casa. Não me lembro mais quando dormi mais de quatro horas seguidas...
- Às vezes é desastrada e acaba com o humor de um bebê todo contente e sorridente com uma simples escapadela do tubo de Hipoglós da mão, que vai pousar bem dentro do olho do bebê só para ele cair em um choro estridente, desesperado e inconsolável. Receita para se sentir a pior mãe do mundo...



Por outro lado, estamos no paraíso porque:
- Tem horas que sinto que o único porto seguro da Mila é meu peito, meu colo, o calor e o carinho que dou para ela quando ela está mamando. E o aconchego de um bebezinho em seus braços é algo indescritivelmente delicioso, que ativa todas as endorfinas possíveis e te dá uma imensa sensação de bem-estar e felicidade...
- Não tem cinema, mas tem filme em casa, com a vantagem de ter a Mila por perto para matar as saudades, que costumam bater após meia hora sem ela. Ainda dá para ir a festas, apenas temos de sair mais cedo e para mim, pelo menos, elas são regadas a cerveja sem álcool. Ok, detox forçado. É só pensar no bem que o leite materno vai fazer para minha filha que não me importo em pegar leve durante mais um ano!
- Durante horas de entretenimento e brincadeira você vive momentos inesquecíveis, como a primeira vez que o bebê olha para você e "fala" contigo, quando ele solta a primeira gargalhada (e todas as outras a seguir, igualmente inesquecíveis), quando levanta a cabeça do chão, quando aprende a rolar, quando ri das tentativas mais inesperadas de tentar entretê-lo (como parar na frente dele e balançar o corpo de um lado para o outro, como um orangotango), quando acalma ao dançar agarradinho no seu corpo...
- Quando o bebê resolve dormir bem, dá vontade de ficar acordada admirando aquela coisinha linda dormindo, imaginando o que ela deve estar sonhando. Isso quando não bate a vontade de acordá-la só para abraçá-la e enchè-la de beijos...
- Quando o nenê chora inconsolavelmente e ele se acalma nos seus braços, ouvindo sua voz e sentindo seu cheiro.

Cansa. Preocupa. Frustra. Esgota a paciência. Mas impressionantemente, nada disso tira o prazer de ser mãe! É, sem dúvida, uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida! Será que não dá para inventar alguma fórmula para bebês demorarem mais para crescer?

Tuesday, 30 June 2009

Saudades sem fim

Comecei a escrever este post duas vezes, apaguei tudo e aqui estou eu tentando começá-lo pela terceira vez. A verdade é que não quero mais marcar esta data tão triste no blog. Sei que não vou conseguir, mas se eu pudesse, apagaria da minha memória tudo o que aconteceu há exatamente dois anos, quando meu irmão nos deixou. O pior é que minha memória é tão boa que me lembro até de cenas que não vi, mas que mentalizei na minha cabeça quando fui recebendo mais e mais detalhes de como tudo aconteceu. As cenas me perseguiram durante todo este mês e chorei, chorei várias vezes, algumas copiosamente.

Tenho muitas, muitas, muitas saudades do meu irmão e não consigo me conformar que não vou mais vê-lo neste mundo, nesta encarnação. A minha esperança é que a Mila pelo menos esteja vendo ele. Às vezes, ela fica com o olhar fixo em uma parede ou um teto brancos. E de repente morre de dar risada. Sempre acho que é o Kizz fazendo alguma palhaçada para ela rir e mostrar que está aqui com a gente.

O Julien também diz que ele estava lá no hospital, segurando a mão da Mila, quando expulsaram todos os parentes da sala e enfiaram uma injeção na coluna dela.
Eu espero mesmo que ele esteja curtindo a Mila junto com a gente lá de onde ele estiver. E pelo menos um traço ela tem do tio: os lindos olhos azuis!
Kizz, amo você e espero que você esteja em paz.

E chega de posts para marcar esta data triste. Daqui para a frente, vou celebrar apenas uma data muito mais importante, a do seu nascimento, que iniciou uma era de 33 anos com o presente de ter você entre nós!


Tomei a liberdade de publicar aqui uma foto tirada pelo meu irmão, que adorava gatos, cachorros, pássaros, insetos...

Thursday, 25 June 2009

O fiasco de Wimbledon

Nooossa, faz tempo, hein?! Já deu até tempo de a Mila completar os tão polêmicos três meses e, tenho de dar o braço a torcer, tudo fica mesmo mais fácil mesmo. Mas passaaaar, passaaaar, não passa tudo, não.

Bom, mas com a Mila cada vez mais bebê e menos serzinho indefeso todo molenguinha, estamos aproveitando muito o verão que este ano resolveu aparecer por aqui (ele faz visitas esparsas, normalmente resolve dar as caras uma vez a cada quatro anos...). A Mila já foi para churrasco, feijoada, piquenique e já conheceu vááários parques. Fez até viagem internacional, de Eurostar, para a Bélgica!

Continuando a curta vida cheia de atividades da menina, resolvemos levá-la para Wimbledon para curtir um dia de sol no complexo onde está sendo realizado o torneio de tênis.

Milagrosamente, conseguimos atrasar apenas 15 minutos para sair de casa (a média estava sendo uma hora...) e lá fomos nós pegar o ônibus até a estação de Waterloo para pegar o trem e depois outro ônibus para chegar até o local. Resumo da ópera: levamos mais de duas horas para chegar lá.


A Mila andou de Routemaster!









Obviamente, como nenhum bebê é de ferro, ainda mais no baita calor que fez na quarta-feira, ela ficou com sede/fome e começou a berrar na última condução. Como se não bastasse, o ônibus nos largou no portão 13, sendo que a fila para entrar no lugar era centenas de metros antes do portão 1! Lá fomos nós na dura caminhada, com um bebê berrando de fome, crentes que iríamos resistir - leia-se EU iria resistir - ao choro até entrarmos no lugar.

Não deu. Saquei a Mila do carrinho e dei o peito para ela mamar ali na calçada, de pé. O prêmio foi uma Mila calminha - consequentemente uma mãe e um pai calmos também - até chegarmos na fila, que é carinhosamente chamada de "the Queue", porque todos os anos centenas de pessoas enfrentam madrugadas em claro e horas de sol na cabeça para conseguir um lugar para assistir a algum dos jogos mais concorridos.

Acabamos descobrindo que não são apenas estas pessoas que enfrentam as condições adversas. Os pobres cidadãos que só querem entrar no complexo, como nós, para sentir um pouco do clima de Wimbledon e assistir aos jogos num telão sentados em um gramado, também têm de enfrentar tudo isso!

A previsão naquele dia de sol e calor, em que metade da Inglaterra parece ter tido a mesma idéia que nós, era de uma espera de no mínimo 4 horas na fila... Seria muita maldade com a Mila e resolvemos desistir.


Barrada em Wimbledon.





Na volta, uma jovem voluntária que trabalhava orientando o público nos recomendou o caminho inverso do que fizemos para dar a volta pelo complexo e chegar ao portão 13 para pegar o ônibus. Como já tínhamos comprado o bilhete de ida e volta do ônibus, optamos por andar até lá em vez de pegar um ônibus de linha quase na nossa frente naquele momento.

Eis que o caminho que a mocinha indicou era o maior mico! Acabamos caindo no bairro residencial, cheio de casas divinas e caríssimas aliás, e andamos, andamos, andamos... Calor, Mila impaciente, sede, fome, decepção de não ter entrado, e finalmente chegamos no ponto do ônibus. Ah, mas quem disse que o Julien achava as passagens de volta??? Não achou...

Entregamos os pontos e pegamos um táxi para a estação de trem antes de eu ter de amamentar a Mila mais uma vez no meio da calçada naquele calorão.


Também foi a primeira viagem de black cab dela!

Acabou sendo uma ótima idéia, pois o taxista cobrou quase o mesmo preço do ônibus e ainda nos levou a um pub na Village de Wimbledon, com televisão e comida boa! A Mila mamou em paz e assistimos aos jogos, apesar de não termos vivenciado a experiência de Wimbledon in loco. Nova operação de guerra como esta talvez no ano que vem. Mas só com entradas na mão, para evitar a fila!


Wimbledon por trás das grades.

Sunday, 17 May 2009

Vencida pela insistência!

Quem disse que vendi meus cangurus no ebay? Depois de pegar algums dicas de detentoras de cangurus (que em inglês se chamam slings), resolvi insistir e colocar a Mila lá dentro em doses homeopáticas. Olha ela aí, eba!!!



Já foi até ao médico dentro do canguru (detalhe: a clínica fica a cinco minutos a pé de casa, hahaha!) e já dormiu uma boa horinha dentro dele! Só preciso lembrar que ela está na minha frente, porque já trombei ela com o laptop na escrivaninha, tadinha!



Este canguru abaixo é o do Julien, menos "bicho-grilo", que foi o único no qual ela se sentiu à vontade desde o começo...



Por enquanto, as excursões mais longas estão sendo feitas de carrinho, mesmo porque com a maldita cesárea nem conseguiria andar horas a fio com a Mila no canguru...
Aliás, depois de meses analisando todos os prós e contras de milhares de carrinhos de bebê achei que tinha feito a decisão certa comprando um italiano, chamado Peg Perego quando nos deparamos com um problema inesperado: a cor, verde limão, está atraindo dezenas de muriçocas!!! Miiiiicooooo!!!!! Eu sei, por que não comprar uma corzinha básica, como vermelho???
Fora isso, o carrinho balança bem mais do que eu esperava em terrenos irregulares - no caso, o Regent's Canal, aqui do lado de casa, onde sempre sonhei em passear com ela quando estava grávida...
Bom, estou tentando ver com o vendedor se conseguimos trocar a cor. Fora isso, descobri que existe um espanta-mosquito sonoro. Vamos ver como a gente vai resolver o problema!

Friday, 8 May 2009

Depois dos 3 meses passa!



Foi pelo menos uma semana dormindo uma média de duas horas por noite, algo que antes de passar por isso eu achei inimaginável. Não que você se sinta muito gente durante as demais 22 horas do dia...
A Mila ficou com o nariz congestionado. E uma noite dormia apenas ereta, no colo da gente. Lá fomos nós fazer turnos: enquanto um dormia o outro segurava a Mila para ela conseguir dormir. É tanto desespero para tirar o muco do nariz da coitada que o Julien até apelou: enfiou a boca no nariz dela e sugou. Ajudou. Mas não resolveu.
Um dia, vomitou de encharcar a roupa do pai e a dela. Depois vomitou de novo e encharcou as da mãe e as que tínhamos acabado de colocar nela depois da primeira vomitada. Outro dia, regurgitou depois de cada mamada.



E o cocô verde? É sensibilidade a alguma comida ou porque não está mamando direito? Na dúvida, a mãe fica sem leite de vaca, sem iogurte e quase sem queijo. Comecei a tomar o insosso leite de arroz, já que ouvi dizer que quem tem intolerância a leite de vaca também tem a leite de soja. Mas ontem resolvi apelar para a soja. Ninguém merece leite de arroz...
A maior frustração é que a Mila odiou meus cangurus alternativos. Tinha um pano compridão, de amarrar no corpo, que funcionou apenas uma vez. Nas outras tentativas ela abriu o berreiro. Resolvi insistir e comprar um outro. Um pano que parece uma rede, de um ombro só. Gostou durante 15 minutos, depois fez aquele escândalo. Agora, pretendo deixar de ser bicho-grilo e apelar para os mais industriais mesmo. Para não correr o risco de anunciar mais um para venda no ebay, desta vez vou na loja experimentar com ela!

~

E para dormir? A orientação do governo britânico (e de vários outros na Europa e EUA) é deitar os bebês de barriga para cima para evitar morte súbita. Falar em deitar nenês de lado ou de bruços aqui é até crime. Mas, como a Mila se mostrava altamente incomodada ao deitar de barriga para cima e mal dormia, resolvemos tentar de lado (com uma toalha enrolada na frente e uma almofadinha atrás). Melhorou! Eis que a mais nova surpresa, desde anteontem, é que a Mila não sossega mais fora do colo. Ontem passei o dia sentada no sofá, entediada, com a pequenina no meu colo, dormindo de até roncar. Era botar no berço para arregalar os olhos e abrir um berreiro sem fim.



Aliás, e os choros inexplicáveis (que obviamente têm uma explicação mas eu ainda não me graduei a ponto de encontrá-la)? Um berreiro sem fim que não resolvia nem com canção de ninar, nem com colo, nem mexendo, nem plantando bananeira.
Depois de ler tudo isso você deve estar pensando que me arrependi. Sabe por que não?
- Por causa dos sorrisos esporádicos que ela começou a abrir
- Por causa dos lindos olhos gigantes olhando para você
- Por causa da pele lisinha, macia e gostosa
- Por causa do cabelo fininho e cheiroso
- Por causa das milhares de expressões diferentes que um bebê de seis semanas já é capaz de fazer
- Por causa da tosse mais fofa do mundo quando ela se engasga ao mamar de forma muito afoita e em seguida me olhar com os olhos arregalados e a cara de: "Mamãe! Me ajuda?"
- Por causa das mãozinhas e pezinhos minúsculos mais lindos do mundo
- Por causa da coxa gostosa
- Por causa de todas as vezes que a Mila me faz chorar de tanto amor que sinto por ela
- Por causa da melhor sensação do mundo que é ser mãe de um serzinho tão indefeso que precisa de você para tudo
- Porque às vezes ainda me sinto muito especial de, juntamente com o Julien, ter colocado um outro ser vivo neste mundo, tão pequenino e lindoooo!
- Por causa do grande desafio de trasformar este serzinho em um ser humano decente
- Por causa da curiosidade de tudo que ainda vem pela frente
E...
Porque centenas de milhares de pessoas já me disseram que DEPOIS DOS 3 MESES PASSA!
Mila, mesmo se todos os probleminhas persistirem por mais tempo, nunca, nunca, nunca vou me arrepender de ter te colocado neste mundo!!!

Monday, 20 April 2009

Mila Balela II



Como prometido, fotos de momentos mais felizes da Mila!





Aqui, a midwife está pesando nossa pequena. Durante os primeiros dez dias de vida do bebê, as midwifes vêm nos visitar várias vezes em casa para ver se está tudo bem com o bebê e a mãe e tirar dúvidas. Na segunda pesagem da Mila, a midwife tinha acabado de sacar um paninho limpinho para pesá-la e ela resolver fazer xixi, molhando todo o pano da midwife!